segunda-feira, 1 de junho de 2015

Quando eles estão calados, é asneira pela certa...

aprendendo a ser mamã bebé asneira animais cãoaprendendo a ser mamã bebé asneira animais cãoA última aventura do meu piolho deixou-me, momentaneamente, sem palavras. Há coisas que realmente só me acontecem a mim...
Estava eu toda contente a responder a um email do papá e a pensar 'isto hoje está a correr bem, já consegui ficar mais de 5 minutos de seguida no computador', quando, de repente, me dou conta que há um silêncio estranho em casa.
Não ouvia o som de passinhos apressados pelo corredor, não ouvia nada a cair ao chão, não ouvia nenhum dos 1500 brinquedos com música e sons a emitir ruídos, não ouvia a cadela a ladrar de contente por andar a correr e a saltar atrás do mini dono, não ouvia o dito mini dono a 'falar sozinho' pelos cotovelos...
Nada... silêncio.

Bem, como tinha fechado todas as portas, à excepção da do escritório (onde eu estava), do quarto dele e da cozinha, não havia grande margem de manobra para este repentino desaparecimento da criança. E pensei: 'ah, claro, foi mexer na taça da água da cadela. Lá vou ter de lhe trocar a blusa outra vez'.
Um clássico. Sim, porque a criança tem um fetiche qualquer com derramar água por cima da cabeça, literalmente. Só não percebo é porque razão, durante o banho, se lhe salpica um pingo de água para a cara, é uma birra e gritaria estilo fim do mundo. Mas adiante...
Chamei por ele, e continuei, gananciosamente, agarrada ao computador, ainda na ilusão de que tinha entrado numa nova fase, em que, efectivamente, era possível fazer duas coisas ao mesmo tempo: 1) escrever um email, 2) cuidar da cria.
ERRO!
30 segundos depois, ouvi os passinhos dele no corredor e pensei: 'está tudo ok, ele está a caminho do escritório.'
ERRO! ERRO!
15 segundos depois, ouvi aquela vozinha linda a quebrar o silêncio e a dizer: 'cocó'. E fiquei tão orgulhosa do meu menino, que já era capaz de avisar a mamã que estava na hora de mudar a fralda (uma aprendizagem recente da cria).
ERRO! ERRO! ERRO!
1 segundo depois, percebo, finalmente, a razão do tal estranho silêncio...
Pequeno contexto: Nós vivemos num apartamento e temos uma pequena cadelinha Yorkshire Terrier, fofa, linda e que pensa que é um gato. Razão pela qual, desde bebé, se habituou a fazer os xixis e cocós em casa numa caixinha, o que funciona às mil maravilhas para ela e para nós, porque ela está à vontade e nunca precisa de andar apertada à espera da tal hora da ida à rua.
Já estão a ver o filme, não é? Pois, isso mesmo. O pequeno achou interessante pisar o cocó da Meme e, claro, depois vir avisar a mãe que ELA tinha feito um cocó.
RESULTADO:
Desde a varanda da cozinha, passando pela cozinha, por todo o corredor da casa e até chegar ao pé da mãe (EU), que estava avidamente contente e iludida a responder ao email do papá, ficou um lindo padrão de marcas de pantufas de bebé desenhado em cocó da Meme...
Escusado será dizer que não terminei de escrever o tal email, a não ser quando o piolho foi dormir a sesta depois do almoço, e claro, aprendi mais uma lição: quando o silêncio é muito, mãe desconfia. 
As vossas crias também vos pregam partidas destas?

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