quinta-feira, 2 de julho de 2015

As birras: 5 coisas que aprendi | O que eu faço cá em casa.

Birras do bebé

Quem não tem filhos interpreta uma birra, muitas vezes, como consequência de 'demasiado mimo' ou como 'falta de pulso forte' para pôr fim a teimosias e preguicites. Eu própria confesso que, antes de ter filhos, cheguei a pensar assim, 'a culpa é dos pais'.
Hoje, sei que uma birra não é uma questão assim tão linear...
Só dá mesmo para entender o desespero de uma mãe/pai que se vê no meio de um espaço público com um filho a gritar e espernear no chão depois de viver, em primeira mão, essa experiência. Neste ponto, não há volta a dar :)
E, embora seja certo que é necessário 'pulso forte' para educar os pequenos reguilas, principalmente os mais teimosões como o nosso cá de casa, é também verdade que há momentos em que as crias fazem birra só porque sim, só porque são crianças, só porque faz parte do aprender a gerir sentimentos e vontades, do aprender a lidar com as contrariedades e frustrações da vida :)
Salvo, claro está, algumas excepções, a birra ocorre não por mimo excessivo ou por outro qualquer 'descuido' na educação dada pelos pais. A birra acontece porque é uma fase na aprendizagem.
O que é importante, ou até mesmo crucial, é saber lidar com ela, é saber 'desconstruí-la', é saber mostrar aos piolhos que 'fazer birra' não irá levar a lado nenhum, e que não é um comportamento apropriado. É aprender (sim, porque nós mães e pais, estamos sempre a aprender) como gerir a situação da melhor forma, com MUITA paciência, procurando explicar à criaturinha chorosa e contrariada que existem outras formas de mostrar que não queria aquela coisa, ou que agora temos de fazer como a mamã diz, mas a mamã vai ver se depois dará para fazer a outra tal coisa...
Claro que isto na teoria até parece simples. Mas, na prática, é um verdadeiro teste ao sistema nervoso central e periférico de qualquer mãe ou pai ;)
5 Coisas que fui aprendendo sobre birras:

1) PACIÊNCIA às toneladas. Vai ser precisa várias vezes e é fundamental para que consigamos educar os piolhos de forma correcta, estabelecendo limites e mostrando que há outras formas de reagir/responder, às contrariedades e frustrações, muito mais adequadas.
2) FIRMEZA. É preciso que os pequenos percebam que a birra não vai alterar a decisão dos pais. Ao conseguirmos que percebam isso, a birra passa a não ser usada pelos pequenos terroristas como 'ferramenta de corrosão maciça da paciência' até ao ponto da cria 'dar a volta' à decisão dos pais em seu favor.
3) RESPIRAR FUNDO e contar até dez (ou trinta...). Traçar mentalmente o 'plano de ataque' à birra, definir uma estratégia e falar calmamente com o pequeno, explicar o porquê de tal coisa não ser feita do modo que a cria queria, levando-a a perceber que a chorar e gritar é difícil a mamã/papá perceber o que se passa e conseguir ajudar.
4) CHAMAR À ATENÇÃO ou TEIMAR são dois comportamentos frequentemente associados às crises de birra. O piolho cá de casa, já referi algures, é BASTANTE teimoso. E é talvez a teimosia da nossa cria a principal razão de terem sido despoletadas por aqui algumas birras mais aparatosas. A solução foi mostrar que a birra não ia fazer com que a ideia dele fosse levada avante. Não conseguimos ainda erradicar as birras (utopia deliciosa :) ), mas pelos menos o piolho já percebeu que não servem de nada e ocorrem muito menos frequentemente.
5) PACIÊNCIA A DOBRAR, triplicar... É preciso mesmo MUITA. A missão das crias é testar limites, testar comportamentos, testar as reacções e respostas dos pais, avós... para aprenderem pelo exemplo.
E vocês, como gerem as crises de birras dos vossos pequenos?
Aprendendo a ser mamã*

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